O Dia Mais Curto está de volta!

1 Dezembro 2019
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Pelo sétimo ano consecutivo, Portugal celebra o Dia Mais Curto do ano com exibições de curtas-metragens de norte a sul do país durante o mês de dezembro.

Todos os anos, entre 21 e 22 de dezembro, o dia mais curto do ano anuncia a chegada do Inverno no hemisfério norte do globo terrestre. Se marca um momento, o Solstício de Inverno, em que o Sol está no seu ponto mais distante do equador, pretende-se que este seja também um momento em que estamos mais perto do cinema. Celebra-se assim, ao mesmo tempo, a entrada na nova estação e a curta-metragem. A ideia tem alcançado uma dimensão internacional sendo, atualmente, celebrada em simultâneo em dezenas de países. 

A Agência da Curta Metragem propõe cinco programas distintos, para todas as idades e públicos, com filmes portugueses ou internacionais, que serão exibidos de norte a sul do país, incluindo as ilhas, com múltiplas sessões de cinema, consagrando assim a diversidade deste formato nos mais variados lugares de projeção - cinemas, bibliotecas, museus, televisões, transportes públicos, entre outros - em 28 localidades: Almada, Amadora, Amarante, Aveiro, Barcelos, Braga, Caxias, Elvas, Faro, Guimarães, Leiria, Lisboa, Lourinhã, Madalena (Pico), Maia, Odivelas, Ovar, Porto, Sardoal, Setúbal, Tavira, Tomar, Torres Vedras, Vila do Conde, Vila Nova de Famalicão, Vila Real, Vila Verde e Viseu.


Neste ciclo de cinema, que decorre desde o início de dezembro e culmina a 21 de dezembro, desafiamos a criatividade dos programadores, pelo que as curtas-metragens serão exibidas em diferentes locais de projeção, dos mais tradicionais aos mais inesperados. Para além das sessões em sala, O Dia Mais Curto vai ser assinalado nos transportes públicos com exibições no Metro do Porto, nos aviões de longo curso da Tap Air Portugal (TAP), em espaços culturais como o Museu Nacional Dos Coches, num estabelecimento prisional e num centro educativo. À semelhança dos anos anteriores, O Dia Mais Curto também passará pela televisão, com programas especiais na RTP2, Canal 180 e nos Canais TvCine & Séries, e pela Internet, com sessões no site da Agência da Curta Metragem e na plataforma Filmin. O Dia Mais Curto será também celebrado por alunos de diferentes graus de ensino e em instituições de solidariedade social.


A Agência da Curta Metragem dispõe de cinco programas de curtas-metragens, que incluem sessões para adultos e crianças, com filmes portugueses e internacionais, de diferentes géneros, aos quais se juntam programações próprias das entidades que se associaram à iniciativa: “Curtas do Mundo”, “Novas Curtas Portuguesas”, “20 Anos da Agência”, “Amiguinhos” e “Curtinhas para Todos”. Paralelamente a estes cinco programas, existirá também espaço para a programação mais particularizada, como é o caso dos “Programas Especiais”, cujas sessões são elaboradas pela equipa de programação da Agência e dedicados a uma temática específica ou realizador segundo o critérios da entidade exibidora. Pretende-se que O Dia Mais Curto seja também um evento particular que suscite a organização de exibições especiais de cinema.

A agenda da 7ª edição d’O Dia Mais Curto está disponível em: www.odiamaiscurto.curtas.pt
Os bilhetes, à venda nos locais das sessões, variam entre a entrada gratuita e os 5,00 euros.

Carlos Conceição vence o Prémio Revelação do Doclisboa

28 Outubro 2019
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“Serpentário”, primeira longa metragem de Carlos Conceição, foi a vencedora do Prémio Revelação do Doclisboa, que teve lugar de 17 a 27 de outubro, em Lisboa. O realizador esteve em destaque na programação do 27º Curtas Vila do Conde, onde foram exibidos todos os seus filmes, entre eles a estreia nacional do galardoado “Serpentário”.

O filme foi apresentado no passado dia 25 no contexto da secção “Riscos” do festival, cujo programa se propõe discutir fronteiras e limites com filmes de diferentes épocas que interrogam a contemporaneidade do cinema.

O “Prémio Canais Tvcine Para Melhor Primeira Longa-metragem” é concedido ao realizador da melhor primeira longa-metragem de uma selecção transversal a todas as secções, excepto retrospectivas e cinema de urgência, e foi atribuído pelo júri composto por Aya Koretzky (realizadora, Portugal), Sofia Bohdanowicz (realizadora, Canadá) e Veton Nurkollari (director artístico do Festival Dokufest, Kosovo).


“Serpentário”, uma co-produção luso-angolana, representada pela Agência da Curta Metragem, segue um rapaz que vagueia por uma paisagem africana pós-catástrofe em busca do fantasma da sua mãe e é protagonizado por João Arrais, contando ainda com a participação de Isabel Abreu (voz). O filme teve a sua estreia mundial na secção Fórum do festival de Berlim e, entretanto, obteve o prémio Nuove Visione no Sicilia Queer, em Itália, o Prémio do Público do Burgas Film Festival, na Bulgária, uma Menção Especial para o Melhor filme e o Prémio de Melhor Montagem no festival Filmadrid, e ainda a menção especial do júri Nouveaux Alquimistes do Festival du Nouveau Cinéma.

Leonor Teles e Gabriel Abrantes finalistas dos European Film Awards

23 Outubro 2019
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“Cães Que Ladram aos Pássaros”, de Leonor Teles e “Les Extraordinaires Mésaventures De La Jeune Fille De Pierre”, de Gabriel Abrantes estão entre os cinco finalistas da categoria de “Melhor Curta-Metragem” dos European Film Awards (Prémios Europeus de Cinema). Os vencedores são conhecidos no dia 7 de dezembro.

“Cães Que Ladram aos Pássaros”, comissariado pela Câmara Municipal do Porto, produzido por Leonor Teles e Uma Pedra no Sapato e com promoção internacional da Agência da Curta-Metragem, foi inteiramente rodado na cidade do Porto. O filme acompanha os dias de verão de Vicente e da sua família, obrigados a sair da sua casa no centro do Porto, por força da especulação imobiliária e teve a sua estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Veneza, no passado mês de setembro.
 
Para chegar a esta lista reduzida, os juris de um conjunto de 19 festivais de toda a Europa, do qual o Curtas Vila do Conde é o único festival português, escolheu um nomeado que agora resultou em 5 finalistas. O filme “Les Extraordinaires Mésaventures De La Jeune Fille De Pierre”, de Gabriel Abrantes, foi o noemado da 27ª edição do Curtas Vila do Conde, e foi tambem galardoado com o "Prémio Ficção" da Competição Internacional e o "Prémio do Público" da Competição Nacional.  


Estes prémios reconhecem a excelência dos filmes produzidos na Europa e são entregues anualmente pela Academia Europeia de Cinema, composta por cerca de 3500 profissionais do meio. A 32ª cerimónia do European Film Awards vai realizar-se em Berlim, Alemanha, no dia 7 de dezembro.

"A Glória de Fazer Cinema em Portugal” na exposição José Régio: [re]visitações à Torre de Marfim

10 Outubro 2019
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O filme “A Glória de Fazer Cinema em Portugal”, de Manuel Mozos, vai fazer parte da exposição José Régio: [re]visitações à Torre de Marfim, que inaugura a 12 de outubro e estará patente até 7 de dezembro, no Centro de Memória de Vila do Conde.

O filme, produzido pela Curtas Metragens CRL (entidade organizadora do Curtas Vila do Conde), encena material de arquivo numa intriga que revisita o desejo cinematográfico de Régio: a 18 de Setembro de 1929, José Régio escreveu uma carta a Alberto Serpa onde manifestou a vontade de fundar uma produtora para começar a fazer cinema. Para isso, pediu-lhe que contactasse um amigo seu, que teria uma câmara de filmar. Durante quase noventa anos, nada se soube sobre o desfecho deste pedido: nunca se encontrou qualquer resposta de Serpa à carta e Régio não terá voltado a mencionar o assunto. Porém, a descoberta de velhas bobines no espólio de um coleccionador, parece conter o desfecho desta história.


A exposição "José Régio: [re]visitações à Torre de Marfim" é uma proposta da Câmara Municipal de Vila do Conde, no âmbito da Evocação dos 50 anos da morte de José Régio – o mesmo mote que orientou o programa "José Régio - A Poésia Vísivel", apresentado na 27º edição do Curtas Vila do Conde. 

Euro Connection 2020: Inscrições abertas

9 Setembro 2019
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A 12ª edição do Euro Connection acontecerá nos dias 4 e 5 de fevereiro de 2020, durante o Festival Internacional de Curta-Metragem de Clermont-Ferrand. Esta plataforma tem como objetivo auxiliar as parcerias entre produtores Europeus na produção de curtas-metragens.

Em cada país, os correspondentes nacionais avaliam todos os projectos inscritos e escolhem o projeto finalista. As inscrições para a próxima edição terminam no dia 20 de outubro de 2019.

Os projetos devem seguir os seguintes requisitos: 


- curta metragem de animação, ficção ou documentário criativo; 

- duração até 40 minutos; 

- o projeto deve ter parte do seu financiamento garantido por um terceiro (fonte externa); 

- o produtor deve ser aberto à co-produções internacionais (projeto adequado ou destinado à co-produção); 

- rodagem ou produção devem começar a partir de junho de 2020; 




Um júri europeu, composto por 3 profissionais da indústria de diferentes nacionalidades, irá eleger depois até 14 projetos para irem à final e apresentarem o seu pitching durante o festival. A lista de finalistas será divulgada aos vencedores até ao fim de novembro de 2019. 

Os produtores devem enviar os seus projetos de curta-metragem até ao dia 20 de outubro de 2019 ao representante do seu país.

Em Portugal, os festivais associados são o IndieLisboa e o Curtas Vila do Conde. 

Todas as inscrições devem ser enviadas para: 

Miguel Dias mdias@curtas.pt  ou Miguel Valverde miguel.valverde@indielisboa.com


Veja aqui o regulamento e o formulário de inscrição.

Serpentário seleccionado para a Viennale

28 Agosto 2019
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“Serpentário” primeira longa-metragem do realizador Carlos Conceição, integrará a programação da Viennale, a realizar-se de 24 de outubro a 6 de novembro, em Viena, Áustria.

 

Serpentário” de Carlos Conceição, uma coprodução luso-angolana, representada pela Agência da Curta Metragem, teve a sua estreia mundial na secção Fórum do festival de Berlim e foi exibido pela primeira vez em território português no Curtas Vila do Conde onde o autor foi Realizador em Foco. Entretanto, obteve o prémio Nuove Visione no Sicilia Queer, em Itália, o Prémio do Público do Burgas Film Festival, na Bulgária, e é agora seleccionado para a Viennale, o mais importante evento internacional dedicado ao cinema na Áustria, bem como um dos mais antigos e mais conhecidos festivais do mundo de língua alemã.

 

"Serpentário" será apresentado na secção Features da Viennale, acompanhado dos filmes de Pedro Costa, Agnés Varda, Nadav Lapid ou irmãos Dardenne. A propósito desta estreia austríaca, o programador da Viennale, Nico Marzano, comenta o filme na página do evento que lhe é dedicada:

 

A primeira longa-metragem de Carlos Conceição, "Serpentário", desdobra-se diante de nossos olhos como uma jornada hipnótica entre lembranças e visões premonitórias, e a ideia de viagem como ponto de partida para uma busca pessoal e coletiva. O filme e o olhar de Carlos Conceição, um colaborador de longa data de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata, está intrinsecamente enraizado na sua jornada pessoal, e na da sua família, de Angola (de onde é originário) para Portugal. Através de paisagens indefiníveis, assombrando mitologia e ruínas de ficção científica, a busca pela mãe do realizador e pelas suas origens começa. "Serpentário" configura-se progressivamente como um alter-ego cinematográfico que fala do acto de partir, sair, explorar. Preocupações como o colonialismo, a escravidão e a relação entre o território e as pessoas que pertencem a esse território são intrínsecas à ideia de uma busca espiritual. "Serpentário" desenrola-se como uma odisseia, um road movie ancestral, suspenso entre múltiplas dimensões que nos levam pelo deserto, pelas ruínas, pela história, pelo futuro e por todos aqueles lugares de vida e de morte. No entanto, o serpentário é também o lugar onde as cobras são criadas, é o trabalho daqueles que as transportam, a constelação a partir da qual é possível observar o mundo. Como num longo fluxo de consciência, "Serpentário" é uma reflexão pessoal e existencial baseada em associações de ideias e espaços que brinca com Proust, a nossa alma, através de uma digressão contínua, cortada por senhoras usando rufos do século XVIII em volta de seus pescoços; passageiros numa carrinha ou nas Três Caravelas; pistoleiros nos bares do Velho Oeste ou astronautas em busca de outra dimensão além do espaço e do tempo. O que procuramos nós? Identidade, pertencimento, tradição, raízes representadas por uma mãe deixada para trás e cuja ausência continua retornando em sonhos e lembranças ainda como uma presença física, palpável e assombrosa.

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