Solar inaugura exposição "O Caso Caligari"

26 Junho 2019
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O Caso Cagligari, assim se intitula a exposição que assinalará, em Vila do Conde, o centenário de um dos marcos do cinema expressionista alemão: O Gabinete do Dr. Caligari, de Robert Wiene.

A mostra integrará obras inéditas de Daniel Blaufuks, Eduardo Brito, Reiner Kohlberger e Jonathan Uliel Saldanha criadas para a Solar – Galeria de Arte Cinemática. Cada artista convidado apresentará, assim, uma obra que tem por fonte, inspiração, ressonância ou referência o filme de Wiene, desde a sua pré e pós história, até à produção ou crítica, passando pelas biografias dos seus criadores e a materialidade do seu suporte. Com inauguração no sábado, dia 6 de julho de 2019, pelas 19h00, O Caso Caligari propõe-se a celebrar o filme através da criação artística contemporânea entre a imagem cinemática e o cinema expandido, refletindo, assim, sobre as visões cinemáticas que ainda se podem criar a partir de O Gabinete do Dr. Caligari.

O desafio lançado pela organização aos quatro artistas foi o de criarem uma proposta que conjugasse uma abordagem à obra cinematográfica de Wiener e o espaço muito peculiar da galeria. Daniel Blaufuks, artista plástico que trabalha fotografia, vídeo e cinema, integrou a Competição Nacional do Curtas por duas vezes e a programação da Solar com a exposição Viagens com a minha tia em 2009. Para esta exposição, propõe um ensaio vídeo de longa duração, From Caligari to Jud Süss, onde contrapõe o filme homenageado com Jud Süss, obra nascida da muito eficaz máquina de propaganda Nacional-Socialista. Eduardo Brito, integrou por três vezes a Competição Nacional do Curtas e é representado pela Agência da Curta Metragem com os filmes Penúmbria, de 2016, e Declive, de 2018, tendo também colaborado em vários projetos da Curtas Metragens CRL. Em julho, apresenta, em Vila do Conde, uma instalação vídeo em três canais: Curiosidades do Gabinete (cada história é sempre um remake de outra história)Reiner Kohlberger, artista, performer e realizador alemão, tem vindo a participar com regularidade na Competição Experimental do Curtas e integrará, este ano, a programação Stereo com a performance Brainbows. Em O Caso Caligari mostrará DDDMque trabalha os limites da parafernália tecnológica, do vídeo e do som, e, ao mesmo tempo, os da perceção, da reação física, intelectual e emocional do espectador. Jonathan Uliel Saldanha, músico, compositor e artista, integrou a programação Stereo do Curtas em 2018, com um espetáculo resultante de uma residência artística com a norte-americana Moor Mother, para além da performance na Solar, paralela à exposição Ruins/Rites/Runesintegrada na exposição de Ben Rivers e Ben Russell, em 2015. Na Solar apresenta uma nova fórmula de Anoxia, obra que trabalha com som e imagem vídeo em dupla projeção. 

A exposição contará ainda com uma programa paralelo desenvolvido em parceria com o 27 Curtas Vila do Conde, incluindo uma mesa-redonda que discutirá no expressionismo cinematográfico e a emergência deste movimento no seu tempo, com a participação de Abílio Hernandez Cardoso, professor aposentado de Literatura Inglesa e História e Estética do Cinema; António Roma Torres, crítico de cinema, médico psiquiatra e autor de obras literárias sobre cinema e de peças de teatro; e Nuno Faria, professor, curador, diretor artístico do Museu da Cidade do Porto. A conversa será moderada por Daniel Ribas, investigador, programador e crítico de cinema. Um filme-concerto complementará as atividades paralelas, com a estreia de uma banda sonora original comissariada ao compositor-intérprete, Tiago Cutileiro e à violoncelista Marta Navarro. Será ainda possível ver a exposição numa visita guiada com a presença da maioria dos artistas com obras em exposição, na quarta-feira, dia 10 de julho de 2019, a partir das 16h00.

Rui Toscano em exposição na Solar

16 Novembro 2018
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A Solar Galeria de Arte Cinemática, em Vila do conde, inaugura no sábado, 24 de novembro, às 17:00, uma exposição dedicada ao artista Rui Toscano, composta sobretudo por instalações vídeo.  A abertura contará com um concerto de Rafael Toral, músico e compositor que há muito tem vindo a colaborar com o artista.

A Solar, neste novo ciclo iniciado em 2018 e com mais uma exposição dedicada a um artista português, prossegue com Rui Toscano a sua linha de programação, promovendo diálogos possíveis entre áreas artísticas supostamente distintas, entre as artes-plásticas, o cinema e a música. Assumindo a divulgação de aspetos particulares na obra de artistas nacionais consagrados como um dos seus propósitos, considerando que Rui Toscano pertence a uma geração que há mais de duas décadas vem marcando o panorama nacional das artes-plásticas e que atingiu repercussão internacional, a galeria propõe uma revisitação de momentos específicos do seu percurso artístico, sobretudo daqueles em que o vídeo – ou a sua projeção – se torna numa das fórmulas possíveis da apresentação final das suas obras. Enquanto instalações, estas obras ganham um novo contexto espacial, de percurso e de significação, que até ao momento não terá sido possível apreciar, articulando-se de forma engenhosa com a arquitetura e com os materiais do próprio edifício, chegando, até, a dispensar a interposição de écrans.  
É no processo de construção de cada obra que aqui se apresenta que se encontra, também, a sustentação e pertinência desta exposição. Por um lado, o facto dos vídeos partirem de desenhos, da experiência plástica pura, que por serem filmados e depois projetados, consubstanciam, depois, uma transposição de suportes. Como se o ponto de partida fosse, afinal, o ponto de chegada: do plano do desenho, no qual se adquire uma sintetização da realidade; ao de filmagem e montagem, que o anima e prolonga seguindo impulsos musicais; ao de projeção, onde essa realidade encontra uma nova existência sonora e visual. Por outro lado, a proximidade da obra de Rui Toscano com a cultura pop/rock, não só pelas contaminações subjacentes a um imaginário quase geracional, mas também pela diversidade de interações criativas, sobretudo pelas colaborações com músicos.  
O desenho e a música são, portanto, os elementos basilares na conceção dos dispositivos que integram esta exposição e que trabalham imagens em movimento. E a propósito da relevância da música no trabalho de Rui Toscano, na abertura da exposição, propõe-se um concerto de Rafael Toral, performer/compositor, que apresentará a sua obra “Moon Field” acompanhado por Riccardo Dillon Wanke.
Em simultâneo, no espaço CAVE, dedicado a autores emergentes, Helder Luís  expõe "Under the Above", uma instalação vídeo que lida com a experiência de estar sozinho, no mar, após um naufrágio.
Na Solar Galeria de Arte Cinemática, Rui Toscano apresenta, até 19 de janeiro, um trabalho eclético composto por filmes e vídeo instalações das obras "Lisbon Calling", "To The Mountain Top", "Antenna", "Empire", Journey Beyond The Stars" e "Music Is The Healing Force Of The Universe".


Rui Toscano
Frequentou os cursos de pintura e escultura do Ar.Co e da FBAUL e começou a expor em 1993, ainda enquanto aluno. Paralelamente à sua carreira de artista plástico prosseguiu diversas linhas de actividade na área da música e do "video-jamming" integrando vários grupos (entre eles os Tone Scientists) com grande visibilidade na cena cultural nacional.  O autor tem demonstrado uma grande eficácia na exploração dos mais diversos media, desde o desenho à instalação multimédia, exibindo uma potencialidade criativa no mais clássico sentido do termo, aplicada a uma atitude claramente pós-moderna. Toscano, antes de mais, expõe uma clara compreensão da experiência contemporânea e respectivas tecnologias.
Rafael Toral
Rafael Toral apresenta no Solar uma peça derivada da obra  Moon Field (2017). Paradoxalmente estática, como em suspensão, mas em movimento constante, Moon Field é uma peça de eletrónica remotamente herdeira do jazz, mas que acaba por assumir uma presença mais próxima do ambient. Com uma qualidade de certo modo noturna, pode evocar emissões de sinais alienígenas entre satélites que cruzam o céu ao luar. Na esteira de uma longa e feliz cumplicidade artística com Rui Toscano, a capa de Moon Field é um dos seus desenhos da série "Pequenas Nebulosas", cujas imagens serão projetadas em sucessão no local.

Exposição individual de Ricardo Jacinto na Solar

19 Setembro 2018
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A Solar – Galeria de Arte Cinemática, em Vila do Conde, apresenta, entre 22 de setembro e 3 de novembro, “Cinco Filmes e Uma Máscara”, uma exposição individual do compositor e artista plástico português, Ricardo Jacinto. A inauguração terá lugar no próximo dia 22 de setembro (sábado), às 18h30.

Além de uma instalação permanente, que reúne cinco vídeos realizados pelo artista, uma máscara e outros elementos escultóricos, o projeto expositivo contempla também o concerto-instalação "Medusa Spectrum", que terá lugar no dia 29 de setembro, às 19h30, integrado na programação da 14ª edição do Circular – Festival de Artes Performativas e desenhado especificamente para o espaço desta galeria.


Cruzando as práticas musicais e artísticas, Ricardo Jacinto explora as possibilidades de configurações sonoras do espaço, trabalhando com as especificidades das estruturas onde expõe, neste caso, a Solar – Galeria de Arte Cinemática. Assim, a vídeo-instalação, exposta em permanência na galeria, estará em diálogo direto com a obra musical de Ricardo Jacinto e Nuno Torres, no momento performativo ao vivo que se intitula “Medusa Spectrum”.


Nuno Torres e Ricardo Jacinto têm mantido uma colaboração contínua nos últimos anos, partilhando vários projetos em duo e em articulação com um conjunto vasto de músicos, entre eles Manuel Mota, Ricardo Guerreiro, Shiori Usui, Susana Santos Silva, C. Spencer Yeh, Diogo Alvim, João Pais Filipe, Gustavo Costa e Nuno Morão. Iniciativas como Cacto, Parque, Les Voisins, Eye Height e Territórios Temporários, têm servido de mote para uma partilha musical e sonora com apresentação em diversos locais como CCB - Lisboa, Museu de Serralves - Porto, Centre Culturel Gulbenkian - Paris, Dance Base - Edimburgo, Culturgest - Lisboa e ZDB - Lisboa.


Ricardo Jacinto vive e trabalha entre Lisboa e Belfast e é, atualmente, doutorando na Sonic Arts Research Center. É formado em Arquitetura pela Universidade de Lisboa e em Escultura e Artes Visuais pela Ar.Co. Além disso, estudou música no Hot Clube de Portugal e na Academia de Amadores de Música, em Lisboa. Desde 1998, apresenta o seu trabalho em exposições individuais e coletivas, concertos e performances, em Portugal e no estrangeiro, tendo colaborado com artistas, músicos, arquitetos e performers. É também fundador da associação cultural OSSO.

Presentes de Natal na Loja das Curtas

14 Dezembro 2017
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Este Natal, os presentes mais cinéfilos estão na Loja das Curtas. Situada na Solar - Galeria de Arte Cinemática em Vila do Conde, e com alguns dos artigos disponíveis online, a Loja das Curtas disponibiliza artigos únicos relacionados com o Cinema, a Animação, a Ilustração, a Música, e outras formas de expressão, juntamente com os artigos produzidos pela Curtas Metragens CRL, no âmbito do Festival Curtas Vila do Conde, da própria galeria Solar bem como das outras atividades da Cooperativa. 

Um espçaço onde podem ser encontrados CDs, DVDs, livros e outros objetos com um forte cunho autoral e que sugerem novas abordagens ou tendências, para diferentes faixas etárias. A Loja apresenta também um conjunto de obras de escritores vilacondenses, bem como de outros autores intimamente ligados à história desta Cidade e da Galeria, que celebrou, em 2015, 10 anos de atividade permanente.

Horário: de segunda a sábado das 14:00 às 18:00
Morada: Rua do Lidador, 4480-791 Vila do Conde
Website: http://curtas.pt/loja

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