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Um Balanço da 29ª edição

De volta ao período estival, a 29.ª edição do Curtas decorreu de 16 a 25 de julho, com o público a esgotar inúmeras sessões e a demonstrar ser possível regressar às salas de cinema em segurança. O mesmo se verificou no Cinema Trindade, no Porto, e no Cinema Ideal, em Lisboa, aonde o Curtas levou novamente os filmes e os realizadores da Competição Nacional. Tal como na edição anterior, o Curtas Online ofereceu oportunidade de visionamento da maioria dos filmes a concursos e conteúdos exclusivos para assinantes.


De volta ao período estival, a 29.ª edição do Curtas decorreu de 16 a 25 de julho, com o público a esgotar inúmeras sessões e a demonstrar ser possível regressar às salas de cinema em segurança. O mesmo se verificou no Cinema Trindade, no Porto, e no Cinema Ideal, em Lisboa, aonde o Curtas levou novamente os filmes e os realizadores da Competição Nacional. Tal como na edição anterior, o Curtas Online ofereceu oportunidade de visionamento da maioria dos filmes a concursos e conteúdos exclusivos para assinantes.
A noite de abertura presenteou os espetadores com o desconcertante “Mandibules” e com o arranque do ciclo “Hollywood Daydreams and Nightmares”, dedicado a revisitar alguns filmes icónicos da máquina de desejos e obsessões norte-americana. O segundo dia começou com as sessões do Curtinhas, mas seria marcado pela inauguração da exposição “Be Your Selfie”, de Diogo Costa Amarante, e pelo arranque da aguardadíssima Competição Nacional. A fechar o dia, uma sessão especial com “Lutar, Lutar, Lutar”, de Sérgio Borges e Helvécio Marins Jr., seguida de uma conversa.
No domingo começaram as conversas com os realizadores convidados, mas também sessões dos programas New Voices – com as presenças de Jacqueline Lentzou, Jorge Jácome, Farnoosh Samadi e Ali Asgari - e In Focus, este ano dedicado à cineasta escocesa Lynne Ramsay.
A semana prossegui com a celebração dos 60 anos da Semaine de la Critique do Festival de Cannes, as sessões do Take One! e do My Generation, a sessão especial dedicada às Caxinas, numa iniciativa da ESMAD, a visita guiada à exposição da Solar, diversas conversas com os realizadores convidados e os momentos de convívio no Espaço Nortada, situado no pátio da Solar, com atuações de diversos DJ’s ao longo da semana.
A competição de Vídeos Musicais serviria de mote para um fim-de-semana marcado pelo encontro do cinema e da música, com dois espetáculos sempre estimulantes: a performance cinemático-musical dos Chão Maior e Igor Dimitri na sexta-feira, e Angélica Salvi a musicar “Shoes”, de Lois Weber, no sábado. Em ante-estreia nacional, o Curtas trouxe a Vila do Conde a equipa de “Diários de Otsoga”, realizado por Maureen Fazendeiro e Miguel Gomes, um dos filmes mais aguardados do verão.
No último dia, foram anunciados os premiados. O júri oficial distinguiu “VO”, do francês Nicolas Gourault, com o Grande Prémio, “I Gotta Look Good for the Apocalypse”, de Ayce Kartal, como melhor animação, “Farrucas” (Ian de la Rosa) como melhor documentário e “L’Enfant Salamandre” (Théo Dégen) como melhor ficção. Na Competição Nacional, o júri elegeu “Madrugada”, de Leonor Noivo, como melhor filme em competição, e Mário Macedo como Melhor Realizador, por “Terceiro Turno”. O público premiou “David”, do norte-americano Zach Woods, como melhor filme da Competição Internacional e “O Lobo Solitário”, de Filipe Melo, como melhor filme da Competição Nacional.
O júri da Competição Experimental considerou “Surviving You, Always” (de Morgan Quaintance) como o melhor filme, e atribuiu uma menção honrosa a “Baki Tadu É” (correalizado por Kate Saragaço-Gomes e Calum MacBeath Morgan). O júri da Competição Take One! premiou “Fruto do Vosso Ventre” (de Fábio Silva) como Melhor Filme e Ana S. Carvalho como melhor realizadora, com “(In)Quietude”. “Vanille”, de Guillaume Lorin, foi o preferido para o sempre exigente júri do Curtinhas. “O Teu Nome É” foi o escolhido pelo júri do My Generation, enquanto Luís Sobreiro, com “Yip Man” foi o premiado entre os Vídeos Musicais.

Durante 10 dias, a 29.ª edição do Curtas apresentou 245 filmes, provenientes de 46 países. Apesar de algumas contrariedades, as propostas de programação do Curtas tiveram uma afluência de público acima das melhores expectativas, dando indicações muito optimistas para as próximas edições, que se esperam já num outro ambiente. A programação do Curtas continua nas próximas semanas, em várias extensões que se realizarão em diversas localidades de norte a sul do país e no estrangeiro. A exposição concebida por Diogo Costa Amarante para a Solar continua patente até final de agosto, com acesso gratuito.
No próximo ano, de 9 a 17 de julho, Vila do Conde volta a acolher o melhor cinema de curta metragem que se produz em todo o mundo. Estaremos de volta para celebrar o cinema onde ele deve ser visto: na sala escura, também em diálogo com outras artes, em comunhão com outros cinéfilos que, ano após ano, tornam o Curtas num festival único e sempre especial.
Até breve!

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